Saltar para o conteúdo

Nem equaciono que possa haver crime…é grave o mero indício!

05/02/2012

Numa altura que estão a ser impostas, pela ré pública, cargas fiscais brutais e incomportáveis para muitos, eis que surge a notícia de escapes apenas ao alcance de alguns.
Impõe-se a pergunta: Ainda querem continuar em ré pública? Além dos gastos em campanhas, carecem de mais alguma explicação?
Referendo imediatamente! A Monarquia Constitucional é a nossa única solução democrática para revigorar portugal!

«Campanhas de 2006 de Cavaco Silva e Mário Soares terão sido burladas»

3 comentários leave one →
  1. 05/02/2012 16:18

    Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velhote com quase 88 anos, digo aqui que apesar de viver numa Monarquia,por uma questão de princípio moral e político,sou rèpublicano,porque acho que os Governantes desde o Presidente da Rèpública até ao Presidente da Junta de Freguesia,devem ser livremente eleitos pelos cidadãos.
    Aqui na Holanda a Raínha não Governa.Quem Governa é o Poder Económico.Mas sucede que o Povo holandês tem uma mentalidade mais rèpublicana do que,por exemplo o francês.
    Eu,para mostrar a quem ler isto,cito aqui um caso passado com a falecida Raínha da Holanda,Juliana para mostrar a grande diferença de mentalidades entre os holandeses e
    por exemplo,os portugueses ou franceses ou ingleses.A Raínha Juliana foi inaugurar uma Casa de Velhotes e uma velhota quiz «botar» palavra para agradecer à Raínha,mas manifestou um certo acanhamento e disse que não sabia como tratar,se por Vossa Alteza ou por Vossa Majestade.E a Raínha respondeu-lhe:-Pois diga simplesmente Minha Senhora.

  2. 05/02/2012 18:12

    Caro José,

    Antes de mais, queria agradecer a sua participação e o seu testemunho. Aqui será sempre bem vindo.

    Digo-lhe que a titulo da eleição do Governo, poder executivo pois, sou de visão republicana. É isso que consagra a nossa Constituição, no seu artigo 288.º alínea b).

    Aliás, desde que Carlos I de Inglaterra foi indecentemente decapitado em 1625, ou seja, 168 anos antes de Luís XVI ser guilhotinado em Paris (1793), aquando da Revolução Francesa e 283 anos antes de Carlos I de Portugal e dos Algarves ter sido traiçoeiramente assassinado (com seu jovem filho) no Terreiro do Paço (1908), aquando dos movimentos revolucionários e sanguinários republicanos, que as monarquias já eram repúblicas na acepção teórica do termo, i.e. “Res Publicas”. Relembro que a nossa ré pública é de legitimidade duvidosa, pois resultou de um golpe partidário (executado por um partido de representação minoritária…próxima dos 7% no Parlamento da altura), sobre uma democracia constitucional estável, num País europeu sedimentado e, até hoje, nunca se consultou directamente os cidadãos como se fez na Itália, Espanha, Grécia ou Brasil, reinos mais recentes que o nosso.

    Contudo o papel do representante do Estado é diferente de um membro do Governo, de um Presidente de Câmara Municipal ou de um Presidente de Junta. O Rei é de todos, nunca partidário…precisamente porque não é votado. Isso não o torna mais digno do que eu ou de que o José. Torna-o sim mais circunscrito a uma missão eleita pela nossa história de nos representar. Por isso, inevitavelmente, nunca poderei ser republicano para a chefia de Estado. Curiosamente, e se reparar, o melhor que nós temos nesta vida não foi eleito: Os nossos pais, os nossos filhos, os juízes, as tradições do nosso povo, a nossa Nação, etc, etc. Veja o caso da Bélgica que coloca um novo tónico na discussão, já não da Monarquia vs república, mas sim do próprio Rei Constitucional, porquanto foi o Rei dos Belgas que geriu o assunto por mais de um ano e meio, segurando aquelas duas difíceis facções (flamengos e francófonos).

    Usando o caso recente de Cavaco Silva: Um PR não consegue sequer gerar harmonia dentro do seu próprio partido, repito partido (que assenta na palavra “PARTE”…toma parte), quanto mais fora dele e, muito mais grave, criando-se facções multipartidárias para colocar alguém a fazer papel de representante de todos os portugueses, no topo da hierarquia da magistratura portuguesa. Mas o que mais me choca, e referenciando-me nos países com maior desenvolvimento do mundo em democracia e IDH, as Monarquias Constitucionais, de quem estamos cada vez mais distantes, é falar-se à desgarrada, como se de um aspecto perfeitamente normal se tratasse, da partidarização do mais alto representante de Portugal. Ou seja…em Portugal promove-se essa magistratura circunscrita a uma parte, aquela que devia ser A nossa magistratura por excelência. Os Juízes não são votados…quando mais o Chefe de Estado devia ser. Dos juízes exige-se três coisas: Independência, neutralidade e preparação. São estas as exactas características que quero para meu representante de Estado. Daí querer um Rei. Só com um Rei conseguiremos.
    Como é possível haver unidade para resistirmos a uma crise, se o próprio regime republicado partidário, de partes portanto, não a gera mas antes sim promove a desunião dos portugueses?!

    Termino dizendo que o bonito excerto que deixou da Rainha Juliana só revela o poder moderador que um monarca tem e o apego que ele deposita no seu povo e vice-versa. Eu no lugar daquela senhora idosa, pois sou um cidadão comum como ela, teria tido a exacta preocupação que ela teve. Digo isso sem qualquer reverência, digo-o por respeito por alguém que, desde de nascença, tenta fazer o melhor que pode num cargo que devia ser (e é para os monarcas) o mais importante e responsável de todos.
    Deixo-lhe dois exemplos aqui similares ao que deixou:

    1.º) Leia em especial o 4.º e 5.º parágrafo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_V_de_Portugal

    2.º) «Apesar de estar sujeita a protocolo e com a segurança a tentar impedir a mãe de aproximar-se, a rainha não seguiu caminho, voltou atrás para agarrar a carta que lhe era estendida, sob os aplausos da multidão.» http://www.youtube.com/watch?v=r4tQ86GTNOM&feature=feedrec_grec_index

    Cumprimentos e apareça sempre que queira.

  3. ALS permalink
    06/02/2012 14:45

    Recordo apenas que nada é de admirar que o povo holandês tenha uma mentalidade republicana.
    Quando se tornaram independentes, as Províncias Unidas escolheram a forma republicana de regime para viver. Se, mais tarde, decidiram mudar para Monarquia Constitucional foi porque a isso tiveram direito.
    É a esse direito (o direito de escolher a forma de regime político em que pretendem coexistir) que, segundo alguns, os portugueses não podem aceder. Como é óbvio, discordo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: