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Recordando uma Senhora da Política Portuguesa: Maria Manuela Dias Ferreira Leite

30/06/2010
by

Manuela Ferreira Leite

O grande problema dos nossos dias, é que, na Política, o mais importante deixou de ser a mensagem e passou a ser a imagem.

Pergunto-me sempre se, grandes políticos do passado, com uma péssima imagem visual, como Lincoln ou Churchill, alguma vez venceriam umas eleições em 2010…

Creio que a lindíssima Julia Roberts, teria maiores possibilidades de ganhar na actualidade.

No entanto, reconheço que o problema de MFL não foi apenas de imagem. Teve vários outros aspectos:

 1.º – O facto de ser mulher. Parece mentira, em pleno século XXI, mas houve muitos eleitores que preferiram votar num homem, pelo simples facto de o ser. Sobretudo, no meio rural que é o meu, mas também em Braga, ouvi muitas pessoas afirmar, que se recusavam votar PSD, pelo facto de ser uma mulher que liderava o Partido.

2.º – A campanha «anti-PSD» dos meios de comunicação social. Mesmo donde menos se esperava, surgiram artigos e crónicas miseráveis, contra a pessoa da líder do Partido Social-Democrata. O grupo «Impresa» é um exemplo paradigmático do que defendo. Anabela Neves e Raquel Alexandra – jornalistas SIC-N – pareciam, objectivamente, militantes do PS. Deixei de ler o «Expresso», ao fim de 20 anos, depois de ver um artigo, em plena campanha eleitoral, que transcrevia um texto escrito por energúmenos, de um jornal de extrema-esquerda espanhol, sobre os cartazes que o PSD colocara na auto-estrada para o Algarve.

3.º – Dificuldades na Campanha eleitoral. O PSD esteve a lidar com verdadeiros profissionais dos “media”. O Partido não teve capacidade para fazer face a uma organização, que não perdoa quaisquer falhas. Passos Coelho quando assinou um estranho acordo com o actual governo e viu, logo a seguir, anunciar troços do TGV, cometeu este mesmo erro.

4.º – A falta de mobilização do Partido. Costumo dizer que o PSD não é um Partido, mas uma «Frente Partidária». «Frente» constituída por inúmeras sensibilidades diversas e até opostas, que apenas têm em comum, uma única coisa: a vitória eleitoral. Assim que se percebeu a dificuldade de vencer as legislativas, a deserção foi o caminho mais fácil a seguir, por muitos «barões» e «baronetes», que apenas gostam de aparecer nas vitórias.

5.ª – Ter razão antes do tempo. Sempre ouvi dizer que, em Política como na nossa própria vida, ter razão antes do tempo, é o mesmo que não ter razão. Não concordo muito, mas devo ser eu a estar enganado. Manuela Ferreira Leite acertou em 90% das coisas que disse. Infelizmente, fê-lo num tempo (parece que foi há séculos!), em que, pelo menos 36% dos Portugueses, preferiu não acreditar e optou por outro Partido, para governar o país .

Há um ditado popular que explica bem o que aconteceu nas últimas eleições: – «Enquanto pau vai e vem; folgam as costas»

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