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Da Monarquia Popular, à “Monarquia da Tábua Rasa”

30/06/2010
by

Marquês de Pombal

Gravuras de: Sebastião José de Carvalho e Melo; Lisboa depois do terramoto de 1755. 

A “dedução cronológica e analítica” é, a meu ver, uma das obras mais destrutivas, das antigas e livres instituições, da Monarquia Portuguesa.

Obra, que saiu do punho do próprio Sebastião José de Carvalho e Melo – como hoje parece não suscitar quaisquer dúvidas – e não do seu autor oficial, José de Seabra da Silva, tornou-se a cartilha de uma absolutista Monarquia «Nova», ao estilo europeu, que iniciou a destruição da nossa livre Monarquia «Velha», de séculos.

Ao considerar apócrifa a extraordinária obra de Francisco Velasco de Gouveia, “Justa Aclamação do Sereníssimo Rei, D. João o IV”, de 1644, pôs em causa as nossas Liberdades, reconquistadas na solarenga manhã de 1 de Dezembro de 1640 e defendidas, durante vinte oito anos, de dura guerra com os de Castela.

Foi uma pena que, ao contrário dos ingleses em 1688, com a sua “Gloriosa Revolução”, não pudéssemos ter conseguido manter os nossos velhos direitos de República Livre: com Rei e Cortes, até aos dias de hoje.

Caímos na “Monarquia da Tábua Rasa”, que não era e nunca foi nossa. Foi esta artificial hipertrofia dos poderes do Rei, que nos fez perder, em 1910, uma Monarquia de quase oito séculos: Monarquia Popular, na sua génese; a qual, se começou a destruir com Pombal!

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