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Benfica: um dos amores da minha vida!

07/04/2010
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Está o jornal «Diário de Notícias» a realizar uma sondagem para determinar qual foi o melhor (11) de sempre do Benfica.

Aqui fica o meu:

Guarda-Redes: Manuel Galrinho Bento.  Um fenómeno de garra e de orgulho, capaz de defesas impossíveis e de uma liderança notável.  Manteve um duelo épico de uma década, com o grande Vitor Damas do Sporting, pela baliza da selecção nacional.  Bento foi, quase sempre  titular indiscutível. Recordações: Escócia-Portugal (1980) com TV a preto e Branco e com o meu Pai a assistir invulgarmente comigo ao desafio, deixou os jornalistas escoceses eufóricos com o que viram fazer ao «homem de borracha», como lhe chamaram; França – Portugal (Europeu de 1984), a melhor exibição individual que vi fazer na vida a um jogador de futebol; Benfica-Belenenses  (final da Taça de Portugal de 1986)  realizou uma defesa impressionante, no ângulo superior esquerdo da baliza do Benfica.

Lateral Direito:   António Veloso. Um jogador capaz de fazer várias posições no campo. Tenho ideia que só não jogou a avançado, porque nunca terá sido necessário. Recordações: a grande penalidade falhada na final da Taça dos Campeões Europeus de 1988 (estive duas horas a chorar compulsivamente, a pouca sorte do Benfica e de um grande jogador que teve a coragem de assumir a responsabilidade); a meia final da mesma competição de 1990 com o Marselha. Na primeira volta, o Benfica teve uma resistência  heróica aos ataques alucinantes de Papin, Francescoli e Wadlle. Veloso foi insuperável no esforço que manteve na «frente de combate».

Central (1): Humberto Coelho. Um dos melhores Defesas mundiais da sua geração.  Inigualável na segurança que transmitia a toda a defesa e nas subidas prodigiosas ao ataque que executava como ninguém. Recordações: a final da Taça UEFA de 1983. Foi o Humberto que assistiu – como agora se diz- o Shéu para desferir o remate que deu ao Benfica o seu único golo na 2.ª mão com o Anderlecht. Merecia, sem dúvida, ter vencido uma ou mais competições europeias, tal foi a sua categoria extraordinária. 

Central (2): Ricardo Gomes.  Constituiu com Mozer uma dupla brilhante no Benfica e na selecção brasileira da transição de décadas 80/90. Detentor de um sentido de colocação invulgar, transpirava classe a cada passo que dava no campo. A bola parecia que era atraída pelo seu magnetismo. Recordações: a primeira vez que vi o Benfica jogar ao vivo, o Ricardo foi, de longe, quem mais impressionou.

Lateral-Esquerdo: Álvaro Magalhães. Se não era um portento de técnica era um fenómeno de abnegação, de esforço e de luta. Formidável o seu «fighting spirit», sempre disponível para ajudar um companheiro e para «morrer» pelo Benfica se pudesse ser. Recordações:  a dupla fantástica que manteve com Fernando Chalana na ala esquerda do Benfica e da Selecção Nacional (a melhor do Europeu de 1984 em França).

Médio-Centro e eterno capitão do Benfica: Sr. Mário Coluna. Só uma palavra para o definir: GÉNIO!

Médio-Ofensivo: Diamantino Miranda. O nosso «diamante» foi um jogador maravilhoso de técnica e de visão de jogo. Recordações: ouvir na rádio as considerações dos espantados jornalistas italianos sobre a sua classe imensa, quando o Benfica eliminou a Sampdória de uma competição europeia (talvez a Taça das Taças…?) em meados da década de 80; a infelicidade de não ter podido jogar a final da Taça dos Campeões Europeus de 1988. Uma estúpida lesão provocada por um jogador chamado Adão, do Vitória de Guimarães, impediu que o melhor jogador da equipa, alinhasse num jogo que se podia ter ganho perfeitamente com ele.   

   Médio-Esquerdo: Fernando Chalana. O nosso «Pequeno Genial»  para sempre. Vivo, rápido, inteligente, tecnicamente sobredotado. Recordações: ouvir as diabruras que criava diante das desesperadas defesas do Sporting, que fazia questão de massacrar habitualmente; ouvir o relato do Portugal-União Soviética e da fantástica grande penalidade que inventou, que nos levou ao Europeu de França; ver as imagens desse campeonato (sobretudo os jogos com a Espanha e com a França).

Médio-Direito: Vitor Paneira. Jogador de um sentido táctico invejável e de uma técnica muito apurada. Chegou à Luz  vindo do Vizela e de imediato se percebeu, que se tinha jogador para uma década no lado direito. Recordações: a final da Taça dos Campeões de 1990 com o A.C. Milan. Paneira cumpriu muito bem o seu papel de apoio a Valdo na construção do ataque do Benfica e na organização da equipa.

 Avançado (1): Eusébio da Silva Ferreira. Se Coluna teve uma única palavra, Eusébio terá somente uma frase: UM DOS 10 MELHORES JOGADORES DA HISTÓRIA DO FUTEBOL!

 Avançado (2):  Néné. O meu jogador preferido do Benfica. Quando era miúdo queria, como quase toda a minha turma, ser avançado e marcar os golos fenomenais  do Néné,  com a lendária camisola número ( 7) do Glorioso. Recordações: Uns matraquilhos que pedi ao Menino Jesus que tinham o Néné como avançado da equipa do Benfica com caracóis e tudo (marquei imensos golos ao Sporting, apesar de ser melhor na defesa);  a final ta Taça UEFA de 1983; o golo marcado à Roménia no Europeu de 1984; o Estádio da Luz a gritar o seu nome num dia de tempestade…!    

Treinador: Eriksson.

Amanhã o Benfica terá um confronto decisivo com o Liverpool em Anfield Road. Espero que tudo corra bem a «um dos amores da minha vida».

Quem sabe, se não poderei estar em Maio, em Hamburgo, na final da liga Europa com o mano Luís e com todos os  meus amigos benfiquistas de  Tabuaço: o Paulo; o Miguel; o JJ., o António, etc., etc. ?

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