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A Resistência Monárquica a Salazar: O Rei e os Municípios.

03/03/2010
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 Depois de 28 de Maio de 1926, muitos monárquicos aderiram, infelizmente, ao regime de Salazar.

Outros, porém,  continuaram a sua luta contra a 2.ª República, como o haviam feito contra a 1.ª

Escrevia, por exemplo,  Hipólito Raposo o artigo que se segue, em Setembro de 1930, nas páginas do Diário de Notícias.

Nele se percebe a divergência profunda dos Monárquicos verdadeiros como ele, com a «Salazarquia» que se preparava. Neste caso, manifestava a sua veemente defesa do Municipalismo, contra a centralização liberal e republicana a que Salazar aderirá com satisfação, na Constituição de 1933.

«Como expressão de uma necessidade colectiva, económica e política, o município é um agregado anterior à lei escrita e existiu para Nação, antes que a Nação existisse para ele. Foi Nação e Estado para os nossos avós remotos, aparecendo-nos como um milagre do instinto político do Povo.

 Da sua origem e pelo destino que teve na vida nacional, claramente se verifica como a sua independência é justa e necessária e como foram violentamente ofensivas da própria natureza da instituição o Código e a Prática que, nos sucessivos abastardamentos eleiçoeiros do século XIX, o reduziram a feudo de cacique, ou a simples delegação do poder central.

O município deveria governar-se e administrar-se por magistrados seus eleitos, competindo ao Estado intervir apenas para que a vida local não degenere em abusos e a coexistência dos interesses dos diversos agregados se mantenha em harmonia e equilíbrio para o bem geral».

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2 comentários leave one →
  1. Australopithecus Republicanus permalink
    04/03/2010 10:47

    Deviam ser os autarcas do País os mais interessados e enérgicos defensores do regresso da Monarquia a Portugal. Desde da república que viram a sua (determinante) importância reduzida e centralizada.
    Já o Prof. Agostinho da Silva alertava para isso, quando, ao contrário de todos, afirmava que, se Portugal tinha um modelo progressista e puramente português, era precisamente o municipalismo criado na 1.ª Dinastia. Seria assim: o Chefe de Estado mais próximo dos cidadãos por intermédio do autarca, enquanto este estivesse directamente ligado ao Chefe de Estado…o Rei.

  2. António Lemos Soares permalink
    04/03/2010 15:06

    Autrolophthecus:

    Eu e o meu amigo Pedro Paiva Araújo somos, ao que penso, desde há muito, modestos defensores de muitas das ideias do Professor Agostinho da Silva.
    Ideias de Liberdade e de Solidariedade que se descobrem, muitas vezes, onde menos se espera e nos piores momentos e que, assim, renovam a ideia de Pátria.
    Sabe, a nossa Monarquia da I.ª Dinastia e ainda a da actuação de alguns Reis da II.ª e da IV.ª Dinastias, são o exemplo a seguir.
    O exemplo de centenas ou de milhares de pequenas e livres Repúblicas – os Concelhos, ou talvez melhor, as Freguesias – coordenadas, mais do que governadas, pois elas sempre trataram do seus assuntos, por um Rei.

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