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Governar não é asfaltar.

11/02/2010
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Dever-se-ia fazer uma análise séria dos 10 anos de governo de Cavaco Silva.
Começo por afirmar que, desde sempre, considerei Cavaco Silva muito melhor do que aquilo que se designou chamar de «Cavaquismo».
Quando venceu as eleições de 1985 e, sobretudo, quando conquistou a primeira maioria absoluta em 1987 e a segunda em 1991, Cavaco representou a esperança de aproximar Portugal aos países mais desenvolvidos da Europa.
No entanto, se é indiscutivel que em 1995 o País era muito diferente do que encontrou em 1985 – por exemplo, no domínio da comunicação social e da economia – parece evidente que ficou muito longe do que seria necessário.
De facto, a Tecnocracia nunca poderá substituir a Política. E foi a Política que, por paradoxo, passou para um plano secundário num Partido Político como o PSD.
Durante o seu governo, Cavaco Silva pretendeu substituir a ideologia pelas Obras Públicas, como Fontes de Pereira de Melo havia procurado fazer no século XIX com o chamado «Fontismo».
Como aconteceu com a política de fomento de Fontes, o resultado do «Cavaquismo» foi pouco mais do que medíocre na alteração da mentalidades e no desenvolvimento de que se precisava.

Como diz uma expressão brasileira: – «Governar não é asfaltar»

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