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Outra Proposta Social-Democrata

09/02/2010
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Uma das matérias de que as empresas e as pessoas mais se queixam e com razão é a da elevada carga fiscal.

Ora parece-me existir maneira de,  sem aumentar a despesa  pública, beneficiar os trabalhadores e as mesmas empresas.

Como?

Através da justa repartição do lucro.  Se as empresas são unidades produtivas constituídas por capital e trabalho que visam o lucro –  existindo este -, parece-me evidente que deveria ser repartido em partes iguais entre trabalhadores e a empresa. 

A ideia é outra vez muito simples.

Em vez de se tributarem tanto as nossas empresas, dever-se-ia proporcionar, antes, que o  traballhador  se sentisse parte integrante e valorizada de um esforço comum, através de um prémio pecuniário a distribuir no final do ano.

Exemplo: A empresa (A) teve, no fim do ano X,  um lucro de 1000.  Esse lucro poderia ser dividido em partes iguais com os trabalhadores (B).

Seria pois: 500 para (A) e 500 para (B).

Estou convencido que a prossecução desta hipótese, seria um factor de aumento da produtividade das empresas e da qualidade de vida dos trabalhadores.

Não é disso que necessitamos?

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6 comentários leave one →
  1. Maria Teresa permalink
    09/02/2010 22:11

    Como não sou dessas coisas da política, para mim o prometido é cumprido e eu cá estou a investigar o teu interessantíssimo blog!
    Digo-te que já ouvi essa teoria muitas vezes à minha irmã Gabriela e, sinceramente, acho que seria muito bonita se fosse para aplicar num mundo em que também a implantação do comunismo traria bons resultados! Ou seja, não é neste planeta, ou, pelo menos, não em Portugal seguramente…
    Sou totalmente a favor dos prémios de produtividade, mas é aos trabalhadores que trabalham, não é a todos! Ainda outro dia vi um caso em que as senhoras de licença de maternidade se sentiam injustiçadas por não terem recebido prémio de produtividade…
    O problema desses prémios é que os sindicatos depois exigem-nos como remuneração mesmo quando a empresa não dá o lucro. E os tribunais, esses, não parecem ser os locais aonde se aplica o Direito do Trabalho, mas antes aonde se defendem os interesses do trabalhador.
    Mas aproveito para te deixar com algo que me vem ocupando o pensamento:
    já reparaste que os trabalhadores do Estado descontam para a Segurança Social 11% e os do privado também. Mas neste caso, o patrão tem que pagar ainda mais 23% (ou algo assim) para a pensão de reforma dos trabalhadores. Ora, o Estado não. Depois, no fim, recebem todos a mesma pensão, sendo certo que os do privado (ao todo) contribuiram com quase o triplo dos do público ao longo da carreira contributiva.
    Os trabalhores independentes também pagam mais de 20% do que ganham e nem subsídio de desemprego têm…
    Tudo isto sem prejuízo que com o resto dos impostos a que estão sujeitos, ainda ajudam a pagar o salário dos funcionários públicos, incluindo o dos excedentários que ganham sem trabalhar, o que é óptimo, pelo menos para eles…
    No privado quando não há trabalho, há despedimento. Com indemnizações chorudas, mas, ainda assim, despedimento…
    Não há aqui uma certa dose de “Há uns animais que são mais iguais que outros”?
    E entretanto lá vão as empresas falindo umas atrás das outras por causa das dívidas à Segurança Social… Depois estranha-se a falta de iniciativa privada…
    Beijinhos e muitos parabéns pelo vosso blog!
    Maria Teresa

  2. Atónio Lemos Soares permalink
    09/02/2010 22:42

    Querida Maria Teresa:

    Tirando as minhas antiquíssímas conversas de sofá com o meu avô em Tabuaço, quando tinha 13/14 anos, é a primeira vez na vida que alguém sugere que eu defendo o comunismo.
    Será…?

    PSD – Muito obrigado por teres visitado o «Cágados de pernas pró ar».

  3. João Leite permalink
    10/02/2010 11:32

    Utopias há-as para todos os gostos!

    Não cuido do problema de as etiquetar.

    Mas há ainda um grande caminho a percorrer a propósito do sentido de responsabilidade social que deve presidir à gestão das empresas.

    E para isso precisamos de gestores e verdadeiros empresários (o que infelizmente é bem escasso).

    Até lá – ao que o meu amigo propõe – muito haverá que fazer e mudar.

    E estaremos disponíveis para o fazer?

    Eis a questão!

  4. Atónio Lemos Soares permalink
    10/02/2010 12:52

    Meu caro amigo João Leite:

    Utopia não será, porque existem países que o fazem há décadas com bons resultados: por exemplo, os nórdicos.

    Concordo que a disponibilidade de que fala, não me parece existir.

  5. Maria Teresa permalink
    10/02/2010 15:18

    Não é comunismo… É ver as empresas como os ricos e os empregados como os coitadinhos. Isso já não é assim. É que se existem Sonaes e afins, também existem os Talhos D. Mira e as mercearias da esquina que sao sociedades por razões fiscais, mas aonde o patrão tem menos direitos que os empregados. Não tem férias nem subsídios e haja ou não clientela há sempre que pagar ao empregado… As coisas não são assim tão lineares. É só isso.

  6. António Lemos Soares. permalink
    10/02/2010 18:29

    Querida Maria Teresa;

    O objectivo da minha proposta é ajudar, precisamente, os «Talhos D. Mira e as mercearias da esquina».
    Se reparares bem, eu falo na existência de lucros, como óbvia condição para os distribuir. E mais; sugiro uma diminuição de impostos para que o «Talho da Sr.ª e a mercearia da esquina» possam sobreviver, com clientes com mais dinheiro para gastar.

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